sábado, setembro 23, 2006

Se correr, o bicho pega...

Que a política brasileira, quanto mais se mexe, mais cheira mal, todo mundo sabe. Que o Lula decepcionou muita gente, também todo mundo sabe. Como eu, apostei na esperança. Não me arrependo. Não tive medo. Não tive preconceitos. E não me culpo, porque o pior pecado é fugir de seguir a tua consciência. Votei e vi. No governo que tem a visão de um trabalhador. Por que ter medo, se o Brasil, há anos, liderado por intelectuais, presidentes elitizados, educados na Sorbone, nunca mereceu o nosso aplauso. Pelo contrário. Sempre tivemos queixas do país, que nunca se apresentou do modo como tínhamos sonhado, desde os tempos da República. Getúlio Vargas? Pelo menos nos deu a legislação trabalhista. O que era normal, diante do processo de modernização que o mundo passava. Juscelino, foi razoável. Nos deu Brasília. Criticada por muitos. O País cresceu, no seu governo. O que também fez parte de um processo natural de globalização. Tínhamos o exemplo de Lech Valeska, na Polônia. O operário brilhante, que no poder, foi decepcionante. Mas, quem sabe no Brasil...
Putz. Errei de sonho, como diz o Gabeira? Verdade. Quantas vezes isto ocorre com a gente... Até que Lula estava indo bem, se não fossem as trapalhadas do seu partido. Ainda acredito no bom caráter do " ser" Lula. O radicalismo nunca foi bom negócio. O fanático acaba enrolando os pés com as mãos. Como se fosse um adulto mimado, que precisa enfrentar a vida, depois de formado. De repente, ao se deparar com as responsabilidades, se vê totalmente despreparado. Ah, mas senhor da razão... Por favor, chame a mãe... O coronel...
Não!!!!!!!! Viu o que a confusão faz... Faz a gente dizer besteira. Me lembrei da música do Chico, "chame o ladrão, chame o ladrão", aquela da época da ditadura. Chamar a polícia significava o decreto da nossa própria condenação. Física e moral, de tanto que se apanhava, por defender a liberdade. E, por incrível que pareça, a gente volta a ficar num mato sem cachorro. E o pior, sem ilusões. Porque, as opções que nos restam significa ver o mesmo filme.

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